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21 de março de 2011
Surplus - uma reflexão
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24 de maio de 2010
imagens para o trabalho de 6a série - feiras medievais
23 de maio de 2010
Hist[e]ria: Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba
http://www.ihggs.org.br
6 de maio de 2010
2 de maio de 2010
Pesquisa de uma aluna...
Após uma atividade sobre os conflitos no Oriente Médio, eis o que uma aluna do 7o ano me enviou:
Os jornais escritos e a TV têm relatado quotidianamente o violento conflito no Líbano envolvendo Israel e o grupo Hezbollah, possível seqüestrador de soldados israelenses. Por vezes, a grande opinião pública não tem clareza das origens deste conflito e dos diversos enfrentamentos que ocorrem na região.
É importante perceber que as batalhas do Líbano fazem parte de um contexto maior e este conflito não surge ao acaso, ao mesmo tempo em que não é fruto exclusivo de diferenças religiosas ou étnicas. A disputa no Oriente Médio é uma disputa entre várias nacionalidades pelo direito a um território digno para seus povos.
A grande diferença entre Israel e seus vizinhos é a reivindicação do mesmo espaço geográfico. Nesta luta, os israelenses contam com um auxílio nada desprezível dos EUA e de outras potências da atualidade que dão a este pequeno país um dos mais completos exércitos do mundo. Israel é um dos países que mais recebe investimentos norte americanos em armamentos.
Do outro lado, temos os povos libaneses, palestinos, entre outros. São povos excluídos por este arsenal bélico desde o distante 1948, quando a ONU autorizou a instalação de um Estado judeu nas terras pertencentes naquele momento aos povos palestinos. Foi uma grande vitória do chamado Movimento Sionista, que desde 1897 junto às suas concepções conservadoras, trabalhou no sentido da colonização da palestina dizendo ser uma forma de ajuda aos irmãos judeus mais pobres, o que na verdade é uma retórica que escondeu o verdadeiro projeto sionista que pretendia salvaguardar as riquezas judias do crescente anti-semitismo na Europa entre 1930 e 1940.
Para eles, era melhor enviar boa parte dos descendentes judeus para um lugar como o Oriente Médio cumprindo vários propósitos, inclusive indo além da mística e da religião: há a necessidade de um Estado tampão obediente naquela região islâmica, conflituosa com os interesses norte-americanos pelas concepções histórias do Alcorão.
Apesar das vantagens materiais desde sua fundação, os exércitos israelenses enfrentam dificuldades para combater grupos armados e a ação popular daqueles que são movidos pela necessidade de conquistar terra e justiça nas suas vidas.
Especificamente neste conflito atual, Israel reage de maneira desproporcional afetando a vida de centenas de civis de diversas nacionalidades. Agem por cima das deliberações da ONU, entidade enfraquecida ante as ações das grandes potências e de seus aliados. A ação do Hezbollah se insere num contexto de enfrentamento militar e assim deveria ser enfrentado, sem ameaça para civis.
A agressão israelense no território libanês merece o repúdio internacional e de todos que acreditam na justiça e nos direitos mínimos do cidadão. Israel precisa resolver seus problemas sem colocar em risco a vida de inocentes em todas as faixas etárias. Nada justifica o terrorismo oficial do Estado israelense, nem o combate ao terrorismo não oficial do Hezbollah.
De qualquer maneira, são mínimas as chances de paz enquanto houver o Estado israelense historicamente invasor e agressor das nacionalidades daquela região. Independente da origem semita comum entre israelenses e seus vizinhos (desde os antigos hebreus e filisteus), nem a diáspora judaica nem o holocausto da Segunda Guerra justificam o massacre e o terrorismo estatal perpretado há décadas pelo Estado judeu. A luta pela paz exige justiça e também é uma luta contra o Estado de Israel, por um Estado multiétnico palestino na região e pelo fim dos cemitérios libaneses e palestinos oriundos destes conflitos.
fonte: http://www.duplipensar.net/artigos/2006-Q3/libano-palestina-israel-crise-no-oriente-medio.html
Data de pesquisa: 01/05/10.
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30 de março de 2010
Peabiru, um caminho de história
Um caminho longo, de mais ou menos três mil quilômetros, que ligava o interior do Estado de São Paulo ao Peru. Era uma trilha que cortava o Brasil de leste a oeste, interligando os Oceanos Atlântico e Pacífico.
Esse caminho existia bem antes da vinda de Cristovão Colombo à América, em 1492, e da chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, em 1500. Alguns historiadores afirmam que o Peabiru tinha cerca de oito palmos de largura, o que dá em torno de 1,40 metro por 0,40 de profundidade.
Para o caminho não desaparecer com a constante erosão, os índios guaranis, usuários do Peabiru, plantaram uma graminha no trajeto. Eles abriam picadas no mato e semeavam as sementes de pelo menos três espécies de gramináceas.
As plantas nasciam e logo cobriam completamente o solo e impediam o crescimento de árvores e ervas invasoras. Sem isso, diz o professor Moysés Bertoni num de seus livros, a picada teria desaparecido.
Ramais
O Caminho de Peabiru tinha vários ramais e um deles que partia de Santa Catarina passava pela região de Campo Mourão, noroeste do Paraná. O município vizinho, Peabiru, é um exemplo, pois seu nome foi dado por Sady Silva, em 1945. Ele era do Departamento de Geografia, Terras e Colonização do Estado do Paraná e conhecia a história e a importância do Caminho de Peabiru.
O ramal de Campo Mourão começava em Itu, Estado de São Paulo, e seguia paralelo ao Rio Tietê, rumo oeste, até Botucatu. De lá, seguia até o Rio Paranapanema e chegava ao Ivaí. Dali, alcançava o Rio Mourão e o município de Campo Mourão.
Livro
Para o caminho não desaparecer com a constante erosão, os índios guaranis, usuários do Peabiru, plantaram uma graminha no trajeto. Eles abriam picadas no mato e semeavam as sementes de pelo menos três espécies de gramináceas.
As plantas nasciam e logo cobriam completamente o solo e impediam o crescimento de árvores e ervas invasoras. Sem isso, diz o professor Moysés Bertoni num de seus livros, a picada teria desaparecido.
Ramais
O Caminho de Peabiru tinha vários ramais e um deles que partia de Santa Catarina passava pela região de Campo Mourão, noroeste do Paraná. O município vizinho, Peabiru, é um exemplo, pois seu nome foi dado por Sady Silva, em 1945. Ele era do Departamento de Geografia, Terras e Colonização do Estado do Paraná e conhecia a história e a importância do Caminho de Peabiru.
O ramal de Campo Mourão começava em Itu, Estado de São Paulo, e seguia paralelo ao Rio Tietê, rumo oeste, até Botucatu. De lá, seguia até o Rio Paranapanema e chegava ao Ivaí. Dali, alcançava o Rio Mourão e o município de Campo Mourão.
Livro
| Marco em homenagem a Cabeza de Vaca. |
Há várias denominações do Caminho de Peabiru, a exemplo de "Caminho de Mato Batido", como diziam os índios. Os jesuítas chamavam-no de Caminho de São Tomé.
Dizem que o primeiro europeu a percorrer o Caminho de Peabiru foi Aleixo Garcia, que teria sido morto por volta de 1525. Mas quem fez o mesmo trajeto e deixou um livro sobre o assunto foi Alvar Nuñes Cabeza de Vaca, enviado ao Brasil pelo então governo espanhol.
Em Naufrágios e Comentários, Cabeza de Vaca, como era conhecido, narra sua viagem pelo Peabiru em 1541, portanto 19 anos depois que Aleixo Garcia teria feito o mesmo trajeto.
Em Naufrágios e Comentários, Cabeza de Vaca, como era conhecido, narra sua viagem pelo Peabiru em 1541, portanto 19 anos depois que Aleixo Garcia teria feito o mesmo trajeto.
Vestígios atraem aventureiros
| Ponto de partida da caminhada em Campo Mourão. |
Na região de Campo Mourão é possível ver alguns resquícios do Peabiru, o que tem motivado aventureiros e estudiosos a refazerem o percurso. Um desses trechos sai de Campo Mourão passa por Barbosa Ferraz e chega a Fênix.
São cerca de 60 quilômetros de muita beleza e história. Quem se dispõe a percorrer o trajeto chega ao Parque Vila Rica do Espírito Santo, uma cidade histórica construída pelos espanhóis.Em Pitanga, vestígios do Caminho de Peabiru podem ser vistos num sítio de 49 alqueires. No local, há trechos com uma graminha conhecida por puxa-tripa porque gruda nos pés de quem passa pela trilha.
Ainda hoje essa espécie de planta é comum na região. Pela propriedade, as pedras de basalto, conhecidas por pedra ferro, chamam atenção dos visitantes.
Em 1971, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Paraná investigou pistas do Caminho de Peabiru nas cidades de Campina da Lagoa e Ubiratã e achou até sobra de um ritual de cremação.
Anos depois, no entanto, a cultura da soja destruiu a trilha preservada.
O resultado dessa descoberta, apesar do sumiço dos vestígios, continua sendo um dos mais reveladores sobre o Peabiru.
Fonte: http://www.parana-online.com.br/canal/viagem-e-turismo/news/324103/?noticia=PEABIRU+UM+CAMINHO+DE+HISTORIA. Acessado em 03/2010.
29 de março de 2010
21 de março de 2010
Glossário para a Prova - 2os anos "M" e "N" - Noturno
Ai 2os anos do noturno, coloco um glossário que ajudará na prova de terça feira (confirmadíssima!!). Boa prova à todos!!!
Criollos – Termo utilizado historicamente pela metrópole Espanha para designar os habitantes nascidos na América que descendiam exclusivamente de pais espanhóis ou de origem espanhola. Controlavam boa parte do comércio e da propriedade agrária dentro das colônias espanholas na América.
Iluminismo - Conceito que sintetiza diversas tradições filosóficas, sociais, políticas, correntes intelectuais e atitudes religiosas na Europa, tendo sua origem no século XVII (século das luzes). Os iluministas buscavam explicações científicas para os fenômenos sociais e naturais, muitas vezes contrariando as ideias da Igreja.
Independência - é a desassociação de um ser em relação a outro, do qual dependia ou era por ele dominado; É o estado de quem ou do que tem liberdade ou autonomia. Em política, o conceito de independência de um país ou território é a conquista e manutenção da sua soberania política e econômica, que pode ser absoluta ou relativa.
Revolução Francesa - Nome dado ao conjunto de acontecimentos que, entre 5 de Maio de 1789 e 9 de Novembro de 1799, alteraram o quadro político e social da França, obtendo repercussão mundial e influenciando os movimentos de independência das colônias americanas.
Bolivarianismo - Ideologia que se baseia nas idéias do libertador Simón Bolívar. Em seu uso contemporâneo, geralmente faz referência, entre outros aspectos, a sua concepção de justiça social. Considera-se atualmente que esta ideologia esteja bastante difundida por toda a América Latina, principalmente na região andina.
Aqueles que se fazem chamar bolivarianos dizem seguir a ideologia expressa por Simón Bolívar nos documentos da Carta de Jamaica, o Discurso de Angostura e o Manifesto de Cartágena, entre outros documentos. Entre suas idéias estão a promoção da educação pública gratuita e obrigatória e o repudio à intromissão estrangeira nas nações americanas e à dominação econômica. Propõe, principalmente, a união dos países latino-americanos.
Carta da Jamaica - Na Carta da Jamaica de 1815, Simón Bolívar demonstrou seu desejo de formar uma confederação hispano-americana com as regiões que anteriormente pertenciam ao Império Espanhol, baseado no fato delas terem um passado histórico em comum, as mesmas instituições, professarem idêntica religião, a católica, e terem o espanhol como a sua língua dominante.
Criollos – Termo utilizado historicamente pela metrópole Espanha para designar os habitantes nascidos na América que descendiam exclusivamente de pais espanhóis ou de origem espanhola. Controlavam boa parte do comércio e da propriedade agrária dentro das colônias espanholas na América.
Iluminismo - Conceito que sintetiza diversas tradições filosóficas, sociais, políticas, correntes intelectuais e atitudes religiosas na Europa, tendo sua origem no século XVII (século das luzes). Os iluministas buscavam explicações científicas para os fenômenos sociais e naturais, muitas vezes contrariando as ideias da Igreja.
Independência - é a desassociação de um ser em relação a outro, do qual dependia ou era por ele dominado; É o estado de quem ou do que tem liberdade ou autonomia. Em política, o conceito de independência de um país ou território é a conquista e manutenção da sua soberania política e econômica, que pode ser absoluta ou relativa.
Revolução Francesa - Nome dado ao conjunto de acontecimentos que, entre 5 de Maio de 1789 e 9 de Novembro de 1799, alteraram o quadro político e social da França, obtendo repercussão mundial e influenciando os movimentos de independência das colônias americanas.
Bolivarianismo - Ideologia que se baseia nas idéias do libertador Simón Bolívar. Em seu uso contemporâneo, geralmente faz referência, entre outros aspectos, a sua concepção de justiça social. Considera-se atualmente que esta ideologia esteja bastante difundida por toda a América Latina, principalmente na região andina.
Aqueles que se fazem chamar bolivarianos dizem seguir a ideologia expressa por Simón Bolívar nos documentos da Carta de Jamaica, o Discurso de Angostura e o Manifesto de Cartágena, entre outros documentos. Entre suas idéias estão a promoção da educação pública gratuita e obrigatória e o repudio à intromissão estrangeira nas nações americanas e à dominação econômica. Propõe, principalmente, a união dos países latino-americanos.
Carta da Jamaica - Na Carta da Jamaica de 1815, Simón Bolívar demonstrou seu desejo de formar uma confederação hispano-americana com as regiões que anteriormente pertenciam ao Império Espanhol, baseado no fato delas terem um passado histórico em comum, as mesmas instituições, professarem idêntica religião, a católica, e terem o espanhol como a sua língua dominante.
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